A nossa compreensão de Deus não pode ser a mesma depois de Darwin

Vivemos em universo “emergente”, em constante criação. A evolução nos auxilia a aumentar a percepção tanto do universo, quanto de Deus, sustenta John F. Haught. Confronto entre ciência e fé é salutar

Por: Márcia Junges
Tradução Luís Marcos Sander

Teoria da evolução e criação divina não se contradizem. Pelo contrário, se complementam. É o que pensa o teólogo norte-americano John F. Haught, criador do conceito de teologia evolucionista. Em suas próprias palavras: “Chamando a atenção para o fato de que o universo ainda está se formando, a evolução ajuda a aumentar nossa percepção tanto do universo, quanto de Deus. A evolução implica que o universo ainda está inconcluso. Isto significa que o universo ainda tem um futuro e que, em princípio, há espaço para nova criação e esperança no futuro. Desta maneira, a ciência evolutiva nos permite abandonar o amargo pessimismo cósmico que ainda existe entre muitos cientistas e filósofos”. Além da criação original, há uma criação contínua, diz o cientista. “A criação contínua significa que Deus dá uma existência contínua ao mundo no presente e no futuro, e também implica que novas formas de ser podem continuar aparecendo no transcurso da história natural. Assim, a ideia de que a natureza pode dar à luz novas espécies de ser durante a passagem do tempo nunca deveria ter sido perturbadora para os cristãos”. Sobre o cientificismo que norteia o pensamento de alguns cientistas, Haught alfineta: “Estou convicto de que o cientificismo está em contradição consigo mesmo. O cientificismo diz que não aceita nada com base na fé, mas é preciso ter fé para adotar o cientificismo”.

Haught é professor de Teologia da Universidade de Georgetown, Estados Unidos, e membro sênior do Woodstock Theological Center. Graduado em Filosofia, pela St. Mary’s University, de Baltimore, é mestre e PhD. pela Catolic University of America, Washington, com a tese Foundations of the hermeneutics of eschatology. É autor de inúmeros livros, dentre os quais destacamos Deeper than Darwin: the prospect for religion in the age of evolution (Boulder, Colo: Westview Press, 2003); Purpose, evolution and the meaning of life (Ontario: Pandora Press, 2004); Is nature enough: meaning and truth in the age of science (Cambridge: Cambridge University Press, 2006) e Christianity and science (Maryknoll: Orbis Press, 2007). Em português, leia Deus após Darwin. Uma teologia evolucionista (Rio de Janeiro: José Olympio, 2002).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Em que sentido a teoria da evolução, de Darwin, é um convite para ampliarmos e aprofundarmos nossa percepção do divino?

John F. Haught – Tenho sustentado que o Deus da evolução é o mesmo Deus que chama Abraão para um futuro novo e revigorante. O ensinamento bíblico fundamental é de que Deus é um Deus da promessa. A evolução amplia e aprofunda nossa percepção da promessa divina, permitindo-nos pensar que o Criador convida toda a vida e o universo inteiro a se encaminhar para um futuro novo. Encaminhando-se para seu futuro último em Deus, o cosmo inteiro já é dignificado aqui e agora. De modo semelhante, o processo da evolução da vida e a história da existência humana na terra são infundidos com um valor especial aqui e agora por estarem abertos, de maneira muito especial, a serem incluídos no abraço eterno do Deus, que pode ser concebido como o Futuro Último do mundo. Deus não se encontra tanto “lá em cima” quanto “lá na frente”, como diz o geólogo jesuíta Teilhard de Chardin.  Nossa própria importância ou valor especial consiste, ao menos em grande medida, em nossa inerente abertura ao “Poder do Futuro” chamado Deus. Somos definidos não só por nosso passado evolutivo, mas também pelo Novo Futuro para o qual somos chamados juntamente com todo o universo.

IHU On-Line – Tomando isso em consideração, qual é a contribuição da teologia da evolução para o diálogo fé e ciência?

John F. Haught – Chamando a atenção para o fato de que o universo ainda está se formando, a evolução ajuda a aumentar nossa percepção tanto do universo, quanto de Deus. A evolução implica que o universo ainda está inconcluso. Isto significa que o universo ainda tem um futuro e que, em princípio, há espaço para nova criação e esperança no futuro “lá na frente”. Desta maneira, a ciência evolutiva nos permite abandonar o amargo pessimismo cósmico que ainda existe entre muitos cientistas e filósofos. Mesmo que o próprio universo pereça no fim das contas, assim como acabará acontecendo com tudo o que é finito, a evolução poderá estar longe de concluída e há espaço para esperança no futuro da criação. As gerações anteriores de pessoas religiosas não tinham nossa compreensão contemporânea de evolução e criação contínua, e, assim, muitas vezes procuravam uma saída do universo físico em “outro mundo” completamente separado deste mundo. Hoje em dia, entretanto, um número cada vez maior de teólogos está convencido de que o que acontece neste universo inconcluso, à medida que ele continua a se desdobrar, faz parte do próprio tecido do “reino dos céus” pelo qual esperamos. O que acontece na evolução e na história humana verdadeiramente importa para Deus eternamente. Essas ideias também são importantes para uma teologia ecológica em que nosso “cuidado da criação” no presente é essencial para a criatividade futura da vida num universo em evolução.

IHU On-Line – E como podemos conciliar o evolucionismo darwiniano com o criacionismo?

John F. Haught – A criatividade de Deus, de acordo com a teologia tradicional, não se limita a fazer surgir o mundo e a vida no início. Há uma criação original, é claro, mas também há uma criação contínua. A criação contínua significa que Deus dá uma existência contínua ao mundo no presente e no futuro, e também implica que novas formas de ser podem continuar aparecendo no transcurso da história natural. Assim, a ideia de que a natureza pode dar à luz novas espécies de ser durante a passagem do tempo nunca deveria ter sido perturbadora para os cristãos. O pensamento de que o mundo pode mudar drasticamente e de que a vida, de alguma maneira, “evolui” é antigo. Santo Agostinho  propôs que novas espécies de vida surgem durante o transcurso do tempo terreno a partir de “princípios seminais” (seminales rationales) semeados pelo Criador no início.

A maioria dos teólogos concorda com Darwin na rejeição da ideia inepta de uma série de criações especiais por parte de Deus, mas faz parte da teologia cristã comum reconhecer que a criação do novo ser ainda está acontecendo. Nós vivemos no que os cientistas chamam de universo “emergente”, onde novos estados de ser podem passar a existir imprevisivelmente ao longo do tempo. Em linguagem teológica, Deus não é apenas aquele que cria inicialmente e na sequência mantém a existência do mundo, mas também aquele que “faz novas todas as coisas” (Isaías 42,9; Apocalipse 21,5). Visto que a criação não está concluída ainda, resta um considerável espaço doutrinal na tradição teológica para abrigar as provas científicas da evolução.

Evolução e criação divina

Consequentemente, desde Darwin os cristãos cientificamente esclarecidos não viram qualquer conflito entre a evolução e a doutrina teológica da criação contínua e nova. As pessoas crentes não precisam optar entre a evolução e a criação divina. Conceba o Criador como aquele que forma um mundo que, por sua vez, faz surgir espontaneamente vida nova e diversidade imensa, e, finalmente, os seres humanos. A evolução, neste caso, é o desdobramento da engenhosidade original do mundo dada por Deus. O fazedor divino de tal mundo autocriativo é, possivelmente, muito mais impressionante – e, por conseguinte, mais digno da reverência e da gratidão humana – do que um “projetista” que molda e faz a microgestão de tudo diretamente. O aspecto a ser destacado não é que Deus faz as coisas, e sim que “Deus faz as coisas fazerem a si mesmas”, como o expressaram Charles Kingsley,  Pierre Teilhard de Chardin, Frederick Temple  e outros pensadores religiosos. Até no Gênesis, Deus diz: “Que a terra produza seres vivos segundo sua espécie: animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie, e assim se fez” (Gn 1,24). Deus é a causa primária, mas atua através da regularidade e espontaneidade da natureza. Isto aprofunda tanto nossa percepção da natureza quanto do Deus da natureza.

IHU On-Line – A compatibilidade dessas duas visões seria o cheque-mate para o determinismo? Em que aspecto?

John F. Haught – O determinismo, que, para mim, designa a negação da liberdade, baseia-se numa compreensão materialista ou mecanicista em que toda a vida, inclusive a vida humana, é redutível a átomos e moléculas. Entretanto, até a física contemporânea se afastou cada vez mais do materialismo/determinismo grosseiro que foi tão influente no século XIX e no início do século XX. Atualmente, a natureza parece muito mais espontânea, autocriativa, autotranscendente e indeterminada do que há um século e meio. Um universo emergente escapa da tirania do passado à medida que se abre para um futuro novo e imprevisível. A abertura do mundo para um futuro novo e imprevisível significa que o determinismo é uma perspectiva filosófica falsa. As leis da física e química talvez sejam invioláveis e deterministas, mas, à medida que o universo emerge e se encaminha para seu futuro, a realidade física pode ser modelada de formas inéditas e imprevisíveis, inclusive por nossas próprias mentes.

Determinismo x livre arbítrio

O materialismo/determinismo provém de um método de examinar a natureza que deixa de fora o fato de que nós seres humanos também fazemos parte da natureza. Nossa própria experiência e abertura interior para o futuro (nossa subjetividade) fazem parte da natureza da mesma maneira como as rochas e os rios. Portanto, uma concepção completa da natureza precisa levar em conta algo que todos e todas nós sabemos imediatamente que é factual, a saber, nossa própria experiência interior de uma capacidade irredutível para a livre escolha. O cientificismo e o naturalismo científico deixam arbitrariamente de lado essa experiência extremamente palpável que cada um e cada uma de nós tem de sua própria vida interior. Para abrir espaço para a liberdade, portanto, o que precisamos é uma nova filosofia integral da natureza que leve em conta tanto o que a ciência descobre quanto o que experimentamos a partir de “dentro” como sujeitos pessoais abertos para o futuro. Filósofos cientificamente instruídos como Alfred North Whitehead  e Michael Polanyi  já construíram tais visões abertas da natureza, mas a maioria dos filósofos acadêmicos as ignora e continua, às vezes, a perpetuar o mito do determinismo.

IHU On-Line – A relação entre ciência e religião amadureceu nestes últimos 400 anos, desde que Galileu desenvolveu a ciência moderna tal como conhecemos hoje?

John F. Haught – Sim, de modo geral, as coisas melhoraram. Atualmente, há três formas principais de conceber a relação entre religião e ciência. 1) Alguns cientistas e algumas pessoas religiosas ainda são de opinião que a religião se opõe à ciência ou que a ciência exclui a religião. Chamo isso de posição do conflito. 2) Outros, entretanto, insistem que a religião e a ciência são tão diferentes uma da outra que o conflito entre elas é logicamente impossível. Chamo isso de abordagem da contraposição. 3) Um terceiro grupo, do qual faço parte, sustenta que a religião e a ciência não são mutuamente opostas, nem completamente independentes uma da outra. A ciência inevitavelmente exerce alguma influência sobre a religião e a teologia. Esta abordagem sustenta que, depois de Galileu,  Newton,  Einstein  e Darwin, nossa compreensão de Deus não pode ser a mesma de antes. Embora o método científico não possa dizer nada sobre Deus, as descobertas científicas o podem. À medida que as descobertas científicas ampliam e aprofundam nossa compreensão da natureza, elas oferecem à teologia a oportunidade de ampliar e aprofundar sua percepção do Mistério divino. O confronto com a ciência, incluindo a evolução, é salutar para a fé e a teologia.

IHU On-Line – A Igreja não entendeu Copérnico. Ela entendeu Darwin? Por quê?

John F. Haught – Durante todos os séculos do cristianismo, é duvidoso que qualquer conjunto de ideias, inclusive as de Copérnico  e Galileu, tenha desafiado a teologia ou perturbado os fiéis mais do que as ideias de Darwin. Assim, Darwin merece um convite para qualquer diálogo teológico sério, hoje mais do que nunca. Descartar sumariamente a evolução depois de dois séculos de pesquisa confiável por parte das ciências, desde a geologia até a genética, sobe a uma ignorância e arrogância que não ficam bem para pessoas de fé. As pessoas instruídas hoje em dia aceitam quase universalmente a versão darwiniana da evolução atualizada pela descoberta das unidades hereditárias chamadas de genes. Como todas as ideias científicas, a teoria está aberta para melhorias, mas até agora tem resistido a todos os testes. Só raramente você encontrará algum cientista dissidente aqui e ali que a rejeita, e a grande maioria das pessoas instruídas no mundo hoje em dia aceita a evolução, mesmo que nem sempre esteja contente com ela. Muitos teólogos cristãos – senão a maioria –também assentem à teoria. O mesmo se aplica aos clérigos que ocupam posições elevadas.

Metamorfose na teologia

Em 1996, o papa João Paulo II, por exemplo, observou que as provas em favor da evolução são fortes, e muitos outros líderes cristãos concordam. Mesmo que se tente, como muitos cristãos ainda fazem, escapar da mensagem de Darwin ou ignorá-la, sua visão revolucionária da vida acabará tendo que ser levada em conta em qualquer compreensão teológica realista de Deus, do mundo natural, da vida, da identidade humana, da moralidade, do pecado, da morte, da redenção e do sentido de nossa vida. Duvido que qualquer coisa faça o pensamento religioso parecer mais irrelevante, ou até repugnante, para pessoas cientificamente instruídas hoje em dia do que rejeição deliberada da biologia evolutiva, ou, no que diz respeito ao assunto, de quaisquer outras descobertas da ciência. Afinal, por que a teologia deveria ser considerada imune à transformação radical à luz de novas descobertas? Outras disciplinas, como a geologia, cosmologia, antropologia, psicologia, ciência da computação e medicina, já passaram por uma significativa reorganização na esteira dos achados de Darwin. Pode a teologia esperar de maneira realista que vá escapar de uma metamorfose semelhante?

IHU On-Line – Deus foi dado como morto por diversas vezes. Entre outros, os acusados pelo deicídio foram Nietzsche, Freud, Marx e Darwin. Por que há essa obsessão em se opor religião e a racionalidade moderna?

John F. Haught – O fundamento intelectual do novo ateísmo é a cosmovisão filosófica moderna conhecida como naturalismo científico. Originalmente, o naturalismo científico significava um método de investigação que deixa de fora qualquer referência a causas supernaturais. Mas agora ele se empederniu numa afirmação filosófica de que o mundo natural, incluindo os seres humanos e nossas criações, são literalmente tudo o que existe. De acordo com o naturalismo científico, não há criador divino, nem finalidade cósmica, nem alma, nem possibilidade de vida além da morte.
O naturalismo científico é produto de uma crença ainda mais fundamental, geralmente chamada de “cientificismo”. O cientificismo assevera que o método científico moderno é atualmente a única forma pela qual pessoas razoáveis que buscam a verdade podem adquirir um conhecimento acurado do mundo real. Como o expressa o evolucionista ateu Richard Dawkins:  “Pode ser que a humanidade jamais alcance o alvo da compreensão completa, mas, se conseguirmos isso, arrisco-me a fazer a previsão confiante de que será a ciência, e não a religião, que nos levará até lá. E se isto parece cientificismo, tanto melhor para o cientificismo.”

Contradição do cientificismo

Entretanto, estou convicto de que o cientificismo está em contradição consigo mesmo. O cientificismo diz que não aceita nada com base na fé, mas é preciso ter fé para adotar o cientificismo. Afinal, não há “prova” tangível ou empírica que pudesse, alguma vez, demonstrar que o cientificismo é verdadeiro. Ele tem de ser aceito com base numa fé. Não há experimentos científicos concebíveis que pudessem demonstrar que se possa confiar que só a ciência nos levará à verdade. Assim, por definição, é preciso rejeitar o cientificismo também, já que ele não pode ser provado cientificamente. Além disso, os ateístas modernos como Richard Dawkins não percebem que ninguém pode fazer ciência sem uma espécie de fé que não é plenamente distinguível da confiança religiosa. Por exemplo: um cientista precisa ter a fé ou confiança tácita de que o universo é inteligível, de que vale a pena buscar a verdade e de que a mente humana tem uma integridade tal que pode entender e conhecer o mundo de modo verídico. Essas crenças são necessárias até mesmo para a ciência ter início, antes de mais nada. A ciência, como Albert Einstein era perceptivo o suficiente para perceber, não consegue sequer decolar sem fé.

Deus como “hipótese”, uma tolice

A maioria dos ateístas modernos não percebe que outras vias além do método científico são essenciais a fim de experimentar, entender e conhecer o mundo real. O conhecimento interpessoal, por exemplo, é necessário a fim de se deparar com a prova ou os indícios de que alguém ama você. Você não pode chegar ao conhecimento de outra pessoa através da via objetificante do experimento científico. Tratar outra pessoa meramente como mais um objeto da natureza é cognitiva e moralmente errado. Encontrar-se com outra pessoa exige que você coloque de lado os métodos de controle e domínio da ciência. O mesmo se aplica às experiências estéticas. Também se aplica à experiência religiosa.

Assim, se um Deus pessoal de beleza infinita e amor irrestrito efetivamente existe, as “provas” da existência desse Deus não poderiam ser reunidas de maneira tão barata quanto as provas para dar sustentação a uma hipótese científica. Por esta razão, é tolice interpretar Deus como uma “hipótese” a ser estudada pela ciência, como exige Dawkins. Só uma espécie de prova não científica – uma espécie de prova que não podemos experimentar sem nos arriscar em atos de confiança – pode nos levar a um encontro com as profundezas de outra pessoa. Seria isso diferente no caso de Deus, a quem as pessoas crentes experimentam não como um “isso” comum, mas como um “Tu” supremo?

Se existe um Deus pessoal, não seria uma espécie de experiência interpessoal, e não a objetividade impessoal da ciência, que nos levaria ao conhecimento desse Deus? Reunir as “provas” de que alguém ama você exige um salto de confiança de sua parte, uma aposta que torna você vulnerável ao tipo especial de ser e presença de uma pessoa. Além disso, o amor da outra pessoa captura você de tal maneira que você não pode se conectar com ele de modo algum se tentar controlá-lo cientificamente. Mais uma vez, haveria de ser diferente no caso de qualquer encontro concebível de pessoas humanas com uma fidelidade divina infinitamente pessoal?

É claro que não há nada de errado com a ciência, mas muitos ateístas crêem – e eu sublinho a palavra “crêem” – que a ciência é o único caminho que conduz à verdade. Não há prova científica que pudesse alguma vez demonstrar de modo concebível que essa crença é verdadeira. É por isso que eu digo que o cientificismo está em contradição consigo mesmo. A teologia, por outro lado, insiste que o encontro com a realidade divina não pode ocorrer sem passar por uma transformação pessoal. Como advertiu Jesus: “[…] se não vos converterdes e vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18,3). Se o universo é cingido por um Amor infinito, o encontro com Deus exigiria nada menos do que tal abertura e humildade semelhante à que têm as crianças.

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