Negar a historicidade do fenômeno evolutivo é um erro como elevar o darwinismo a um dogma

Lodovico Galleni, cientista italiano, foi enfático na entrevista que concedeu com exclusividade à IHU On-Line, por e-mail, na última semana: “é erro grave negar a historicidade do fenômeno evolutivo, mas é também erro elevar ao nível de dogma o darwinismo que, ao invés, é apenas uma teoria proposta para explicar os mecanismos da evolução”. E ele prossegue: “Permito-me afirmar que hoje os livros de Dawkins são a maior ajuda em favor da difusão dos fundamentalismos religiosos”. Questionado sobre as objeções teóricas que faria à incompatibilidade entre fé e ciência, vai direto ao ponto, dizendo que Dawkins “confunde trágica e dramaticamente os planos. A fé em Deus como Criador do universo e daquilo que existe não é objeto de indagação da ciência e se baseia em múltiplas razões. A discussão sobre a possibilidade de que exista um Deus Criador nada tem a ver com a discussão científica sobre se o universo e a vida sejam estáveis ou mudem com o tempo”.

Por: IHU Online

Atualmente, Galleni é professor, entre outras disciplinas, de Zoologia Geral e Biologia Evolucionária na Faculdade de Ciências da Agricultura na Universidade de Pisa, Itália, bem como Ciência e Teologia. É membro do corpo editorial da Rivista di Biologia. Graduou-se em Ciência Natural pela Universidade de Pisa, onde realizou pesquisas no Instituto de Zoologia e Anatomia Comparativa. Atualmente, trabalha com modelos de simulação matemática relacionados à evolução da biosfera e ecossistemas e a aplicação de técnicas de vida artificial. Um de seus temas de interesse contínuo é a Teoria da Evolução para explorar a possibilidade da teoria Bioesferocêntrica, cujo precursor foi o cientista jesuíta Teilhard de Chardin. Por essa razão, iniciou um projeto de pesquisa sobre Chardin e esse assunto. É autor das obras Da Darwin a Teilhard de Chardin, Interventi sull’ evoluzione (1983- 1995). (SEU: Pisa, 1996) eBiologia (La Scuola: Brescia, 2000). Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como podemos entender a tentativa de Richad Dawkins de combater o fundamentalismo religioso com um fundamentalismo ateu? O que este gênero de argumentação demonstra sobre o confronto entre fé e ciência na contemporaneidade?
Lodovico Galleni –
 A tentativa de combater um integralismo (ou fundamentalismo) de um tipo com o fundamentalismo de sinal oposto é profundamente errada e é sinal da degradação a que está chegando o debate sobre a evolução. Não existe uma álgebra dos erros, pela qual um erro de um sinal e o outro, de sinal oposto, se eliminam reciprocamente! De fato, são dois erros que, porém, paradoxalmente, prejudicam precisamente a evolução, porque a defesa fideísta e irracional de uma hipótese científica leva a desenvolver argumentos que escapam da ciência e passam ao campo do fideísmo irracional, colocando-se, por isso, num campo onde há jogo mais fácil: o fundamentalismo religioso.

A força da Teoria da Evolução está em sua evidência científica. De fato, a evolução é o resultado de uma pesquisa de tipo histórico que é tão provada quanto é provada a existência do Império Romano. Há, depois, teorias que procuram explicar seus mecanismos. A mais difusa e aceita é a da evolução por seleção natural, proposta no século XIX por Charles R. Darwin e Alfred R. Wallace .
Neste caso lidamos com teorias, como tais submetidas aos instrumentos de indagação da ciência e, por conseguinte, submetidas aos critérios de verificação e falseamento. Por isso, é erro grave negar a historicidade do fenômeno evolutivo, mas é também erro elevar ao nível de dogma o darwinismo que, ao pelo contrário, é apenas uma teoria proposta para explicar os mecanismos da evolução. Embora importante e aceita pela maioria dos pesquisadores, é sempre uma teoria. Grave erro é fazer dela um instrumento de apologética materialista: é o maior presente que se possa fazer aos fundamentalistas religiosos, porque os limites da explicação selecionista automaticamente parecem tornar-se também os limites da própria evolução. Permito-me afirmar que hoje os livros de Dawkins são a maior ajuda em favor da difusão dos fundamentalismos religiosos.

IHU On-Line – Quais são as objeções teóricas que faria sobre o ponto de vista de Dawkins, quando diz que a teoria da evolução e a fé em Deus são incompatíveis?
Lodovico Galleni –
 Direi que confunde trágica e dramaticamente os planos. A fé em Deus como Criador do universo e daquilo que existe não é objeto de indagação da ciência e se baseia em múltiplas razões. Do ponto de vista filosófico, sobra a necessidade de que o que existe no tempo dependa de um Criador externo ao tempo e que, por definição, existe e tira de si mesmo as razões da própria existência. Também se pode assegurar que a natureza possa ser auto-suficiente, mas isto é uma passagem racional que se baseia num ato de fé (a autosustentabilidade da natureza), pelo menos igual ao outro e até no parecer de quem escreve, menos forte do ponto de vista racional.

Além disso, há o segundo aspecto: o fato de que este universo é racionalmente compreensível, isto é, que ele pode ser indagado e descrito em seu funcionamento através de leis que a mente humana pode reconstruir e definir.

Estes aspectos precedem a indagação do biólogo que procura entender, sobretudo, se a característica da vida é a estabilidade (fixismo) ou a mudança irreversível no tempo (a evolução) e, depois, uma vez acertada a historicidade da evolução, põe-se o problema dos mecanismos que a explicam e dos instrumentos, tanto teóricos quanto experimentais, que a descrevem. Mas querer fazer da evolução um instrumento para discutir no primeiro nível, isto é, se o cosmo se auto-sustenta ou se teve origem de um ente externo, significa fazer do fundamentalismo uma ciência e, por isso, levar a ciência da evolução para o mesmo plano do fundamentalismo criacionista. E isto é um erro trágico. De fato, a discussão sobre a possibilidade de que exista um Deus Criador nada tem a ver com a discussão científica sobre se o universo e a vida sejam estáveis ou mudem com o tempo. É uma importante distinção entre a causa primeira e as causas segundas. A evolução pertence às causas segundas e, embora possa levantar problemas importantes, não pode ser um instrumento para pôr em discussão a necessidade de uma causa primeira.

IHU On-Line – Desígnio inteligente ou mero acaso? Poderia explicar-nos sua opinião sobre o surgimento da vida?
Lodovico Galleni –
 A origem da vida é um fenômeno de auto-organização de moléculas não vivas que começam a interagir e adquirem novas capacidades e significados. Elas devem originar estruturas mais complexas e organizadas a um nível superior de organização, e estas novas estruturas devem tornar-se capazes de sobreviver e de reproduzir-se. O fenômeno fundamental é a passagem de um conjunto de moléculas a um sistema vivo, dotado de um código que contenha as informações para sobreviver e reproduzir-se. Por mais complexa que seja esta passagem, isto é um fenômeno natural indagável com os instrumentos da ciência, embora provavelmente não seja redutível aos meros instrumentos da física e da química, porque o nascimento de informação que gerencia o sistema introduz uma novidade organizativa própria da biologia. Mas trata-se sempre de fenômenos naturais que nada têm a ver com o desígnio inteligente, porque são fenômenos de auto-organização que a ciência pode e deve indagar.

De outra parte, há leis gerais que regulam e introduzem estes mecanismos de autocatálise ou autopoiese, que claramente fogem de mecanismos puramente casuais. O acaso é um termo sempre provisório, que só declara que a ciência ainda não individuou bem as leis gerais que regulam um mecanismo ou induzem um evento. Mas, para superar o problema, é igualmente errado apelar à necessidade de um desenhista inteligente, quando se trata de mecanismos que entram no campo de indagação das ciências experimentais.

IHU On-Line – Partindo do exemplo de Teilhard de Chardin, como pode se dar o diálogo entre fé e ciência? Quais são os avanços que este diálogo pode trazer à humanidade?
Lodovico Galleni –
 Primordialmente, prefiro falar de diálogo entre ciência e teologia. A ciência é uma reflexão racional sobre a natureza, que parte do pressuposto de que a natureza seja racionalmente cognoscível, enquanto a teologia é uma reflexão racional sobre Deus e sua revelação (pelo menos para as religiões reveladas), que parte do pressuposto de que a revelação seja racionalmente compreensível. O ponto de contato é a razão. Há um grande trabalho que cada uma das duas disciplinas cumpre nos próprios âmbitos, mas há também zonas de superposição que devem ser indagadas com os instrumentos da razão. Por isso, nasceu uma nova disciplina, ciência-e-teologia, que trabalha sobre as zonas de contato. Um dos precursores foi, precisamente, Teilhard de Chardin que, como paleontólogo, estudou os mecanismos evolutivos e, depois, colocou à teologia as questões (talvez também extremamente novas e aparentemente difíceis) que derivavam de sua pesquisa científica. Por exemplo, o dado biologicamente evidente que o sofrimento, a dor e a morte não entram no mundo como conseqüência do pecado, mas estão ligados à própria estrutura de um universo em evolução.

Diálogo e interação

Isto abriu um diálogo com a teologia que, não obstante algumas dificuldades, está se demonstrando extremamente fecundo. Mas o melhor diálogo é aquele que reconhece o direito de ambas as disciplinas de interagirem e de sugerirem pistas de pesquisa que, depois, cada uma deve pesquisar, segundo os próprios modelos epistemológicos. No fundo, Teilhard de Chardin levantou também o problema de uma superação de modelos puramente casuais da evolução e procurou os sinais de um mover-se para a vida, para a complexidade e a cerebralização, para propor certa necessidade à emergência do Homem dentro da natureza, necessidade que, para ele, tinha particular importância do ponto de vista teológico. É este o ponto que sugere novos modos para reconstruir as árvores da filogênese, propõe a biologia como a ciência que estuda a complexidade biológica e, também, o problema da evolução em nível de Biosfera. De outra parte, como vimos rapidamente, ele propôs à teologia um novo modo de ler o problema do pecado original e sublinhou a importância da segunda vinda de Cristo como cume do processo evolutivo. Com todos os limites presentes em sua obra e agora já amplamente discutidos, este permanece sendo um exemplo de enriquecimento recíproco entre ciência, filosofia e teologia.

IHU On-Line – E qual é seu ponto de vista sobre a afirmação de Dawkins, o de que a religião pode conduzir à violência e à anticiência?
Lodovico Galleni –
 É a afirmação mais grave e merece uma resposta aprofundada. Partamos da anticiência. Se, por religião, Dawkins entende a superstição (religio em latim), tem certamente razão. No entanto, muitos cientistas também caem na superstição e, com freqüência, é a religião corretamente entendida que os salva de uma visão supersticiosa da vida. Se, ao contrário, Dawkins se refere em geral às religiões (como, com efeito, parece querer fazer), erra porque não conhece a história.

Se posso referir-me em particular à religião cristã (que é a que melhor conheço), a ciência sempre foi vista com favor precisamente porque libertava o homem da superstição e da magia. Dá testemunho disso o grande número de cientistas crentes que, entre outras coisas, freqüentemente desenvolveram importante trabalho de divulgação e ensino.

Mais dramática é a referência à violência. É verdade que o século XX foi o século da violência atéia, freqüentemente baseada em filosofias pseudocientíficas, como a eugenética e a supremacia da raça ou sobre necessidades da assim chamada luta de classes, mas, sem dúvida, também as religiões do livro não foram isentas da violência ou apoiaram governos e regimes que usaram a violência, como, a lastimar-se, aconteceu precisamente na América Latina. Mas, precisamente na América Latina, o grande número de mártires, do Monsenhor Romero  ao padre Rutilio Grande , passando pelo padre Ellacuría , até o recente martírio de Dorothy Stang  e de tantos outros, é a demonstração que as religiões também sabem ser inspiradoras de paz e sabem estar do lado do oprimido.

IHU On-Line – Por que existe a idéia que os cientistas devem necessariamente ser ateus?
Lodovico Galleni –
 Porque, infelizmente, como eu acabo de dizer, não se conhece suficientemente a história da ciência. De fato, não foram muitos os cientistas que fizeram profissão absoluta de ateísmo. Quando muito, têm sido agnósticos. Muitos, no entanto, eram e são crentes. Baste recordar que o evolucionismo darwiniano recebe sua base genética da obra de um monge agostiniano, Gregor Mendel , ou que o modelo do Big Bang  tenha sido calculado por um sacerdote belga, o Padre Lemaitre . Também entre os próprios darwinistas que contribuíram à assim chamada Síntese Moderna, a revisão da Teoria da Evolução, que ocorre por ocasião da Segunda Guerra Mundial, Teodosius Dobzhanskij se declarava abertamente cristão e afirmava esperar que a evolução fosse um mover-se para certa cidade de Deus.

IHU On-Line – Qual é o lugar de Deus na sociedade contemporânea?
Lodovico Galleni –
 Infelizmente, a sociedade contemporânea está se esquecendo de Deus e, de outra parte, a Igreja parece fechar-se em relação à sociedade contemporânea. As páginas da constituição conciliar Gaudium et Spes  parecem distantes e, no fundo, foram escritas há somente quarenta anos e eram as páginas do diálogo. No número quarenta e quatro, a Gaudium et Spes sublinha, de fato, “Como é importante para o mundo que ele reconheça a Igreja como realidade social da história e de seu fermento, assim também a Igreja não ignora quanto ela tenha recebido da história e do desenvolvimento do gênero humano. A experiência dos séculos passados, o progresso da ciência, os tesouros escondidos nas várias formas de cultura humana, através dos quais se desvela mais plenamente a própria natureza do homem e se abrem novos caminhos para a Verdade, tudo isso é vantajoso também para a Igreja”.

No fundo, os Padres conciliares solicitavam ao mundo que ele reconhecesse a Igreja como fonte de fermento na sociedade, mas, de outra parte, solicitavam à Igreja que reconhecesse os dons recebidos do diálogo com o mundo e, entre estes, o progresso da ciência. Infelizmente, este diálogo, após a morte do Papa Paulo VI , não se consolidou, mas assistimos a um fechamento recíproco que hoje está mostrando suas trágicas conseqüências. O mundo necessita, de fato, da Igreja, mas a Igreja também necessita do mundo e precisa reconhecer o sopro do Espírito presente na história humana.

Paradoxalmente, os espaços onde mais intensamente permaneceu aberto o diálogo são precisamente aqueles da ciência. Seja prova disso a total e completa aceitação por parte da teologia cristã do fato evolutivo como descrição científica da criação.

IHU On-Line – Que tipo de cristianismo é possível em nossa sociedade atual?
Lodovico Galleni –
 O problema fundamental é aquele de um cristianismo mais aberto ao diálogo. Um cristianismo mais aberto ao diálogo no seu interior, com a retomada do diálogo ecumênico que valorize a presença de Deus nas igrejas, sem uma igreja em particular que se considere a única depositária da verdade. Também, neste caso, a verdade nasce do diálogo e do serviço entre as igrejas. O ecumenismo não é entendido simplesmente como um retorno das outras igrejas ao rebanho. Além disso, um cristianismo baseado no diálogo com as outras culturas, um diálogo verdadeiro que tenha a defesa do homem como primeiro ponto de referência, porque somente assim poderá ser instrumento de anúncio da salvação eterna.

Somente salvando o homem concreto da injustiça, da fome, da violência e da guerra, se poderá depois anunciar o Reino de Deus. É também um cristianismo que dialoga na base de um projeto comum de defesa da pessoa humana com as outras culturas, mas, pondo sempre em primeiro plano a defesa do homem, em particular do pobre, do oprimido, do deserdado e também de todos aqueles direitos que estão sintetizados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, em cuja elaboração, não por acaso, participou também o filósofo católico Jacques Maritain .

IHU On-Line – De que modo a igualdade e a democracia podem consolidar-se numa sociedade como esta em que vivemos?
Lodovico Galleni –
 Esta seja talvez a pergunta mais difícil. A Europa teve a sorte de viver no segundo pós-guerra a experiência reformadora dos partidos de inspiração democrático-cristã e personalista. A eles se deve um forte impulso à unificação Européia (os pais fundadores da Europa, Schuman , De Gasperi  e Adenauer  eram todos os três democratas cristãos), junto à tentativa de conjugar as liberdades econômicas também com uma forte abertura social. Embora este impulso tenha sido em parte perdido, e a experiência política se possa dizer encerrada, permanece, no entanto, o fato de que a grande ocasião histórica da unificação foi realizada e se vai para um processo de formação de uma entidade supranacional, a União Européia, que cria condições de paz na medida em que os novos países entrem na União. E, no fundo, a unificação de um continente sacudido por séculos e séculos de guerras, que se realiza com instrumentos pacíficos, que também procuraram salvaguardar a justiça social, foi um momento importante do ponto de vista histórico. Foi, talvez, a mais alta tentativa de conjugar igualitarismo (ou melhor, um projeto de forte abertura social) com a democracia. Em particular na Itália, a constituição italiana é (segundo Giorgio La Pira , um dos membros da assembléia constituinte para a Democracia Cristã) foi o mais importante resultado do personalismo cristão, precisamente porque no personalismo cristão foi encontrado o justo equilíbrio entre as constituições do liberalismo tradicional e as do socialismo dos países comunistas.

De outra parte, Giovanni Gronchi , outro expoente da ala social da Democracia Cristã, em seus discursos da América apresentava o modelo europeu como modelo de um projeto fortemente radicado nos valores da solidariedade social. Assim, é retomando um projeto personalista que se poderá, de novo, desenvolver verdadeiramente um processo de consolidação da Democracia. Mas o problema é que os tempos são curtos, as forças que, de uma parte e da outra, se desinteressam pela centralidade da pessoa, são sempre mais fortes, a Igreja Católica perdeu o impulso do Concílio Vaticano II e das grandes encíclicas de Paulo VI e João XXIII.  Há, infelizmente, um fechamento da Igreja sobre si mesma, com a conseqüência de que não sabe mais colher os sinais dos tempos e pôr-se em nível e referência de um novo projeto para o futuro. Teilhard de Chardin sublinhava a necessidade de construir a Terra e Cristo Jesus, e esta construção devia ocorrer na justiça e na paz. Também na América Latina, esta perspectiva mobilizou forças e projetos e foi assinalada também pelo sangue dos mártires. Mas e agora? Que perspectiva estamos criando, agora que os tempos são de novo restritos e um projeto de justiça social para todos parece distanciar-se ante uma globalização que vê como únicos motores o lucro e o livre mercado? Devemos novamente perguntar-nos, ainda com mais força, para qual futuro andamos?

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