Evolucionismo total em Teilhard de Chardin

Josep-Maria Puigjaner*

Completou-se, em 2010, cinquenta e cinco anos da partida de Teilhard de Chardin para aquele ponto Omega em que sempre acreditou. E pode dizer-se que é salutar recordar as suas ideias, as suas intuições, a sua genial concepção do mundo. Porque Pierre Teilhard continua sendo hoje um ponto de referência num mundo que, passada já a fronteira do terceiro milênio, tanto carece de vitalidade de espírito e de otimismo perante a complexidade do presente e os reptos do futuro.

A toda a obra de Teilhard preside a ideia da evolução. A partir dos seus conhecimentos científicos do passado e, mais concretamente, desde a sua dedicação à paleontologia, Teilhard chega à concepção evolucionista como explicação coerente e global da vida do homem sobre a terra. Esta ideia que, como nota o pensador francês, apareceu num determinado momento do século XIX, foi-se impondo, com passo firme, mas não sem oposição, na consciência humana. Darwin tinha dado um passo em frente, ainda que o seu conceito de evolução estivesse demasiado subordinado à noção de transformismo. Está claro que o evolucionismo é outra coisa. Que é, pois, o evolucionismo? Não se pode dizer dele que seja uma teoria, nem mesmo um sistema ou uma hipótese. É muito mais que tudo isso. A evolução é a condição indispensável à qual devem tributo de sujeição todas as teorias, todas as hipóteses e todos os sistemas para chegarem a ser possíveis e adequados à verdade. Enquanto o homem não aceitou a realidade da evolução global, “o Mundo – como escreve Teilhard –, estático e fragmentável, parecia repousar sobre os três eixos da sua geometria. Porém, agora, damo-nos conta de que o Mundo se mantém graças a um fluxo único”.

Na concepção teilhardiana, a evolução afeta a totalidade daquilo que existe, ou seja, a realidade universal.

Desde o início, o homem encontra-se situado num Universo evolutivo. E não apenas se acha situado, está permanentemente nele integrado. “Vivemos, diz Teilhard, no meio do emaranhado densíssimo das influências cósmicas, como no seio da massa humana ou como rodeados de miríades de estrelas […] Gelar-se-nos-ia o coração se nos apercebêssemos da extensão e intimidade das nossas relações com o Universo”. E acrescenta: “Estas influências cósmicas não operam sobre o conjunto dos seres humanos mas antes sobre cada um deles, de forma individual”. De modo que “a alma humana, ainda que criada à parte daquilo que a nossa filosofia imagina, é inseparável, tanto pelo seu nascimento como pela sua maturação, do Universo em que nasceu”.

Uma vez assente que o Universo é evolutivo, o Mundo, evidentemente, também está submetido à evolução.

O Mundo caminhou sempre para frente, desde as formas mais primitivas do ser vivo até ao surgimento da consciência, do ser consciente, ou seja, do Homem. Foi precisamente o Mundo que desenvolveu uma dinâmica evolutiva que gerou a aparição do Homem sobre a Terra. E é no seio deste Mundo que o Homem, ou melhor, a Humanidade, também caminha para diante. O objetivo prioritário dos humanos deve ser o de fazer avançar a Noogênese, que outra coisa não é senão o processo do pensamento, empregando todo o esforço necessário.

Existem possibilidades de êxito e de chegar muito mais longe, ultrapassando a cada momento os marcos já alcançados nos diversos âmbitos da realidade.

Nesta altura, em que um novo milênio arranca, surgem falsos profetas que anunciam situações de derrota e de pessimismo em redor da pessoa humana, mas o Mundo, inversamente ao que apregoam alguns visionários, não caminha na direção da degradação moral. Pelo contrário, apesar das crueldades e horrores espalhados por toda a parte, que o homem não é capaz de evitar, o Mundo procura sempre novos e melhores horizontes. E, por consequência, a Humanidade avança sempre que nós, os humanos põem em jogo aqueles pensamentos, aqueles sentimentos e aquelas atitudes que nos levam a níveis superiores do espírito, que são os que fixam os objetivos da convivência e da reconciliação.

A consciência, que é a energia mais poderosa do Universo, foi crescendo com a passagem das gerações.

Hoje, alcançou uma magnitude tal que se torna já inconcebível e até contraditório que possa parar ou entrar em involução. As situações críticas por que passam o Mundo e a Humanidade, que podem dar lugar à dúvida, são por demais abundantes, mas mesmo assim a reversão, o voltar para trás, é impossível. No fio da sua reflexão, o jesuíta francês interroga-se se o Mundo, depois de ter percorrido um longuíssimo processo que desembocou na aparição do Homem, poderá acabar por se deter. Porém, se nos movemos – diz – é porque nos encontramos no centro do fluxo, participando como protagonistas do milenar processo da vida.

Sabendo que a sua reflexão podia adotar diferentes formulações, Teilhard inclina-se para uma colocação em forma de dilema. “Ou a Natureza – diz ele – se fecha às nossas exigências de futuro e, nesse caso, o pensamento, fruto de milhões e milhões de anos de ingente esforço, afoga-se em si mesmo e no seio de um Universo absurdo, ou existe outra abertura, uma super alma acima das nossas almas, e então esta saída há de abrir-se diante de nós sem restrições, sobre espaços psíquicos que ninguém seja capaz de limitar”.  Em definitivo, encontramo-nos perante o dilema vital mais importante: otimismo ou pessimismo absolutos. Neste ponto não existe uma possível posição intermédia. Porque, por natureza, o Progresso ou é tudo ou nada.

Embora não dispondo de prova tangível que possa fundamentar irrefutavelmente o otimismo ou o pessimismo, Teilhard decide-se pela opção otimista. E isto porque crê que a melhor garantia que temos para que algo suceda é que nos apercebamos de que isso é vitalmente necessário. Efetivamente, quando consideramos o futuro, o otimismo é vitalmente necessário. Através do exercício da investigação e com a ajuda da intuição, Teilhard conclui que a vida, uma vez chegada ao estádio pensante, não pode continuar sem exigir, por congruência com a sua estrutura, uma ascensão progressiva.

Colocados, pois, perante o futuro da Terra e da Humanidade, estamos persuadidos de que todos nós estamos embarcados numa mesma aventura. A nave do progresso exige o esforço coletivo e exclui a indisciplina e os esforços isolados. O repto do futuro é tão sério que nos obriga a pensar na sorte dos nossos filhos, dos nossos netos e de todos os que daqui em diante nos hão de suceder. De todos aqueles que, finalmente, hão de tomar a nossa tocha para a entregar às gerações posteriores e ao julgamento da História.

Tratando-se da reflexão dum cientista cristão e, portanto, de um crente na transcendência, Teilhard coloca Deus como eixo do seu pensamento. Assim como o Homem se encontra integrado no Cosmos, Deus está envolvido com o Mundo no seu processo evolutivo. Deus, na sua plenitude vivencial, não está de maneira nenhuma longe de nós nem fora da esfera tangível. Dir-se-ia – para nos compreendermos – que presta atenção às ações que os homens vão realizando. É uma concepção dinâmica e extraordinariamente estimulante porque eleva o esforço humano à máxima potência, que consiste em colaborar na magna obra da criação contínua, a qual se pôs em marcha desde o primeiro instante da existência do Universo.

O ponto crucial da concepção transcendente e totalizadora de Teilhard é a sua convicção de que, para além das dúvidas, vacilações, fracassos ou aparentes retrocessos, “o Universo conseguirá a plenitude total”. E esta plenitude será o fruto da confluência definitiva com o ponto Omega, que não é outro senão o Cristo Universal. É aqui que, com um desassombro e uma coragem impressionantes, entra em jogo a fé. A fé em Deus, sim, mas também e simultaneamente a fé na Humanidade. Esta Humanidade que, contra ventos e marés, e sofrendo muitas crises de crescimento, foi avançando, porque, no seu caminhar milenar, foi tomando consciência de tudo o que ainda lhe falta e de tudo de que é ainda capaz.

Como consequência da absoluta consciência entre a evolução do Mundo e a dinâmica desencadeada desde a criação do Universo, o cristão não deve renunciar em nenhum momento ao seu compromisso com o Mundo. Em qualquer dos âmbitos humanos – pensamento, arte, política, comércio, indústria, investigação, etc. –, a contribuição de cada crente cristão é absolutamente indispensável para a evolução da Humanidade na direção que a conduzirá à plenitude.

Há que constatar que, publicada em meados do século XX, quando ainda uma parte importante da intelectualidade católica europeia não se havia desprendido da neo-esde “revolucionária”.  Se bem que, no ano de 1981, quando do centenário do seu nascimento, o Vaticano tenha reabilitado a pessoa e obra de Teilhard, contudo, hoje ainda, transcorridos mais de cinquenta anos, a Igreja institucional não assumiu aqueles contributos básicos do pensamento do jesuíta francês que teriam implicado uma evolução no sentido de posições mais razoáveis e mais convincentes perante crentes e não crentes. Precisamente porque era revolucionária, a obra de Teilhard desencadeou a polemica. Tratava-se de um pensamento inserido na alma da evolução e, por isso mesmo, convertia-se num poderoso fermento de inconformismo contra a preguiça dos indiferentes e contra a comodidade dos conservadores.

Para além de estar presidida – como dissemos – pela evolução, a obra deste gênio europeu é logicamente dialética. Como bem afirmou o paleontólogo catalão Dr. Crusafont Pairo, excelente conhecedor do paleontólogo francês, a obra de Teilhard acende a poderosa chama da luta pela Verdade. “Ele não tem a pretensão de a ter encontrado, mas o seu pensamento impulsiona-nos a todos, com o seu inveterado otimismo, a sermos lutadores pela Verdade” – escreve o Dr. Crusafont.

A concepção evolucionista total de Teilhard aparece num panorama europeu ainda em flerte com o marxismo. O pensador francês rejeita a dialética do amo e escravo, transfigurando-a na do amor entre o homem e a mulher, símbolo a uma escala bem compreensível, ainda que deficiente, do Amor universal que a Humanidade é chamada a tornar possível, num horizonte cada vez mais próximo. Teilhard analisa, intui, observa, mas, acima de tudo, cria. Cria uma síntese, porém não a síntese fechada e sem esperança da teoria sintética da Evolução que preconizavam os mais eminentes biólogos da época (Simpson, Huxley, Mayr) e que parava ao chegar ao ser consciente. O homem, ser consciente, precisamente porque tem consciência de que é o produto do esforço total da vida, há de assumir o papel de dirigir o rumo da Evolução. “O Homem – escreve o cientista francês – não o devemos olhar como centro estático do mundo, como se acreditou durante muito tempo, mas antes como eixo e flecha da Evolução”.

Hoje, encontramo-nos já algo afastados dos ardores iniciais do debate teilhardiano. É lamentável que o pensamento deste extraordinário pensador e cientista tenha ficado sepultado e esquecido sob a superficialidade intelectual produzida em abundância pela sociedade atual, sobretudo nas nossas latitudes. Em vida, Teilhard teve que sofrer animosidades e desqualificações de críticos muitas vezes incompetentes e irresponsáveis. Ainda que, há que recordá-lo, também tivesse contado com vozes amigas que se posicionaram a favor das suas ideias, com teólogos tão prestigiados como Karl Rahner, Jean Daniélou, Claude Cuénot, D’Armagnac, entre outros. A grandeza da visão teilhardiana merece hoje, neste início do terceiro milênio, uma análise em profundidade.

Cientistas, pensadores e teólogos especializados examinam e refletem sobre o pensamento deste gênio francês e realçam a sua atualidade. Há já vários anos que a Associação de Amigos de Pierre Teilhard de Chardin, com sede em Paris, assumiu a tarefa de promover a difusão do conhecimento de Teilhard em todo o mundo, fato com que nos congratulamos sinceramente. Há que destacar também que os seus discípulos se multiplicam: Karl Schmitz-Moorman, Denis Edwards e outros. E, ao mesmo tempo, aumentam também os estudiosos e divulgadores da sua obra.

Na atualidade, está fora de dúvida o forte impacto que a doutrina teilhardiana causou nas diretrizes do humanismo moderno. A obra de Teilhard é uma obra que fez abrir os olhos para as verdadeiras inquietações do mundo contemporâneo. Ele não teve medo e comunicou-nos aqueles raciocínios e aquelas intuições de que necessitávamos para superar a hipocrisia católica da primeira metade do século XX. Além disso, iniciou um novo estilo humanístico ao abordar o futuro a partir duma ciência dedicada ao passado. Darwin deu o arranque à Neobiologia, mas foi ultrapassado por Teilhard que, partindo dos seus conhecimentos paleontológicos, acabou por penetrar nos campos sedentos do humanismo contemporâneo. Teilhard, hoje, tornou-se-nos mais próximo e mais compreensível. Apenas continua impenetrável para aqueles conservadores recalcitrantes, que não percebem que debaixo dos seus pés se derrubam as fundações. É impossível que cheguem a aceitar a sua concepção do Mundo e da Humanidade os que, inconsciente ou conscientemente, se fecham em padrões empedernidos pelo tempo e necessitando ser renovados.

No que respeita ao cristianismo, Teilhard, obedecendo às exigências da evolução, igualmente o projeta em direção ao futuro. Concebe o cristianismo no seio dum Universo dinâmico, que contrasta com o Universo estático que tinha presidido até então ao pensamento religioso (e também ao pensamento laico) dos começos do século XX. Consequente com a sua concepção do Universo, da Terra e do Homem – estes três substantivos escrevia-os sempre com letra maiúscula –, Teilhard concebe um cristianismo também tributário da evolução do devir da história. “Adorar a Deus – escrevia – era, em outros tempos, preferir Deus às coisas, sacrificando-as a Ele”. Agora, que temos consciência da Evolução, “adorar a Deus implica a dedicação de corpo e alma ao ato criador, associando-nos a Ele com o propósito de tornar o Mundo mais perfeito com o esforço e a ação investigadora. Em tempos passados, amar o próximo significava não lhe causar dano algum e curar-lhe as feridas. Hoje, a caridade, além de compassiva, consiste em dedicar a vida ao progresso comum da Humanidade”.

Esta posição ideológica, apesar de ter sido partilhada por teólogos tão credíveis como Rahner ou Von Balthasar, a que já nos referimos, não foi aceite pelas autoridades eclesiásticas romanas. Teilhard era suspeito de heterodoxia. Seguramente, aquelas autoridades não tinham a percepção de que as propostas do jesuíta francês entusiasmavam muito crentes porque implicavam uma atualização da mensagem evangélica, em concordância com a evolução da mente e da sensibilidade das pessoas.

Passaram mais de cinquenta anos desde a morte deste gênio que se esforçou por apontar os caminhos dum progresso tão necessário quanto inevitável. Ainda que a ciência tenha valorizado altamente o seu trabalho e avançado a partir da sua contribuição, a cúpula da instituição eclesial quase não se moveu da sua posição indiferente perante as propostas dinâmicas de renovação que decorrem da obra de Teilhard.

A Igreja hierárquica não parece muito consciente do fato de que, à medida que o tempo avança, se multiplicam as dificuldades para transmitir a mensagem cristã às sociedades modernas. Os hierarcas não se dão conta de que a linguagem eclesiástica de hoje já não se compreende e que o clima geral propício às práticas religiosas tradicionais nunca mais voltará. É preciso, portanto, reposicionar-se. É necessário suscitar uma nova sensibilidade do espírito para poder superar a angústia de viver sem bússola e recuperar o sentido da vida à escala do indivíduo e da Humanidade inteira. Por essa razão, Teilhard ensaiou novas formulações.

Impressiona  e estimula a sua formulação do primeiro mandamento: “Amarás a Deus através do Gênesis e da evolução do Universo e da Humanidade”.

Por outro lado, Teilhard aponta para uma convergência global das religiões do mundo, em virtude de um princípio que emana também da sua concepção evolutiva: “Por natureza – afirma – tudo o que é fé nos eleva e tudo o que se eleva acaba inevitavelmente por convergir”.

E, na reta final deste breve balanço sobre Teilhard, gostaria de vos referir as diversas componentes literárias que se entrelaçam no seu pensamento. No decurso da sua produção, a escrita do pensador francês utiliza recursos verdadeiramente poéticos e, em repetidas ocasiões, eleva a sua linguagem até ao plano da mística. Porém, nunca em detrimento da precisão científica.  Dominando como ninguém a língua materna, Teilhard expressa-se com um estilo original, singular, pessoalíssimo. É elegante e, por vezes, audaz, sobretudo quando quer sublinhar a sua intenção inovadora ou as suas atitudes antifarisaicas. De qualquer modo, a recusa parcial ou total da sua obra por parte dos campeões do ultraconservadorismo não se deveu ao brilho do seu estilo literário, antes à inovação que implicava a sua visão do Mundo, da Humanidade e do Cristianismo.

Por razões perfeitamente explicáveis num regime político de signo ditatorial como o que se encontrava implantado em Espanha, favorável a um catolicismo retrógrado, a obra mais significativa de Teilhard –  Le Phénomène humain – não foi traduzida em castelhano até ao ano de 1963, ainda que já tivesse aparecido no seu francês original em 1955, o ano da morte do seu autor. A editora Taurus e os poucos conhecedores do universo ideológico do pensador francês tiveram a gentileza de pôr à disposição dos nossos leitores alguns exemplares da obra deste singular humanista do século XX. Porque Teilhard, além de cientista, é um formidável humanista, a quem as jovens gerações europeias dos anos sessenta daquele século ficaram a dever a aquisição de hábitos mentais que nos ajudaram a viver com mais plenitude. Na Catalunha, a desaparecida editora Nova Terra, atenta às inquietações dos setores mais vivos da sociedade catalã, desde cedo embarcou na aventura de publicar em catalão uma parte da produção teilhardiana.

Nesses anos, constituiu para mim uma enorme satisfação contribuir para essa aventura traduzindo Le Milieu Divin, que posteriormente a editora Claret reeditou. Hoje, volvidas quatro décadas, penso que as grandes intuições de Teilhard não perderam a validade, fortalecem o espírito e proporcionam a esperança necessária para trabalhar pelo futuro. Porque o futuro nunca chega, somos nós que caminhamos para ele.

Josep-Maria Puigjaner é escritor e tradutor de Teilhard de Chardin em Portugal

Notas

Tradução do castelhano para português da responsabilidade da Associação dos Amigos de Pierre Teilhard de Chardin em Portugal

Escritor e jornalista, nascido em Barcelona em 1937, licenciado em filosofia e teologia, colaborador  de diversos periódicos catalães e autor de numerosos ensaios sobre a problemática da Catalunha, difusor do pensamento de humanistas europeus, incluindo Teilhard de Chardin.

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